
• janeiro de 1984, arteaga — méxico.
Tudo começou com dois jovens adultos, uma música antiga e uma caminhonete velha o suficiente para ter o seu parachoque enferrujado pendurado sob superfície vermelha do veículo. Destemidos e sem um pingo de maturidade naquelas cabecinhas que haviam acabado de atingir a maioridade. Sian não queria assumir as responsabilidades que foram incumbidas a si naquele fim de mundo e fazer da sua juventude ser sobre o que seus pais queriam para si — e, honestamente, Jumin seguiria aquela mulher com alguns parafusos a menos na cabeça para qualquer quinto dos infernos. Não tinham dinheiro, um plano estável e sequer a certeza de que o plano daria certo, mas de alguma forma, acabaram firmando suas raízes em Arteaga. Dois estrangeiros numa cidadezinha desconhecida, aprendendo espanhol aos trancos e barrancos enquanto aceitavam qualquer tipo de emprego que pagasse bem o suficiente para garantir o aluguel daquele mês.Foram longos verões que pareciam intermináveis, sôfregos e arrastados — e se não fosse pelo consolo na presença um do outro, não sabiam o que seria deles.Vinte anos depois, a mulher deu a luz a primeira e única filha do casal, Rain. Por muito tempo foram apenas os três e um gato barrigudo resgatado das ruas da cidade. Jumin se virava como podia, enquanto Sian cuidava do comércio da família. Era quase uma faz-tudo: ao mesmo tempo em que a maternidade era complicada, costurava roupas para vizinhas, consertava sapatos furados de homens pobres o suficiente para não conseguirem substituí-los com rapidez e fabricava pequenos brinquedos e outras peças de artesanato. A riqueza era um estado de ser um tanto quanto longíquo para a garotinha, mas de certa forma, tem memórias boas da sua infância ao lado dos pais no México.Em síntese, aprendeu tudo o que sabe na vida com eles. Como se virar mesmo quando as esperanças eram praticamente nulas, a se defender de outras crianças - e adultos - e a criar coisas com as duas mãos. Frequentava a escola, tinha contato com poucas pessoas e só então foi capaz de construir amizades aos poucos, embora a sua especialidade fosse mesmo ficar trancada na sala do velho clube de música até o anoitecer. Os dedinhos tinham uma fissura grande pelo violão gasto que nenhuma criança parecia se importar o suficiente, mas nele, via a coisa mais preciosa do mundo. A estranheza era algo que gostava e se sentia confortável com, talvez pelo fato de não ser lá uma pessoa tipicamente comum.As memórias da adolescência são mais turvas, embora se lembre com facilidade dos nomes e rostos daqueles responsáveis por estar na sua situação atual. Se lembra em partes do incêndio da residência que também era a oficina de trabalho da mãe, de presenciar seu pai chorando escondido mais vezes do que gostaria, de fingir acreditar que estava tudo bem enquanto, na realidade, sabia que não estava. O luto é algo que não soube bem comportar dentro de si e a ausência da mãe fez um buraco em Rain que ninguém e nem nada - nem mesmo a música - foram capazes de preencher.A mudança de volta para a Coreia do Sul foi súbita, como se o pai tentasse apagar os rastros do acidente a todo custo - Rain não o culpava, afinal, tudo aquilo também era difícil para si. Se adaptar novamente a uma cultura que conhecia tão pouco parecia especialmente complicado, mas por ele tentava… E enquanto crescia, mais se afundava naquilo que tanto gostava. Logo compunha as próprias melodias, embora escrever algo que não fosse relacionado à família fosse um tanto quanto difícil. Longe dos olhos dos mais velhos, a melancolia que sentia pela falta da mãe só era exposta ali. Uma chave se virou, aos poucos, e foi somente ali que começou a pensar na música de um jeito diferente.
• junho de 2018, seoul — coreia do sul.
Nunca foi exatamente o plano.Embora o ano fosse diferente, era a mesma pessoa e com os mesmos hábitos. O violão nem era mais o mesmo que usava no país qual havia nascido, mas ainda tinha as marcas de dedos insistentes demais para desistir. Àquela altura, compunha mais do que falava. A música era o único lugar onde conseguia mencionar a mãe sem que a voz falhasse e acabasse se transformando num choro dolorido.Foi num festival escolar de verão, pequeno e irrelevante quando comparado à vida na cidade grande, que tudo virou. A inscrição foi feita por uma amiga que insistira em se apresentar em conjunto, e assim que Rain subiu ao palco com as mãos frias e uma canção própria, chamou a atenção de alguém. Entre o público disperso e pouco atento, havia um olheiro.Não havia uma promessa de debut imediato, fama e muito menos a glória de ser uma artista na Coreia do Sul, entretanto, Rain era crua, imperfeita e impossível de ignorar. Ela não tinha técnica refinada, não sabia dançar e era tímida demais, no entanto, a composição era dela. Somente dela, e aquele talento era algo único. Os dedos finos se apossaram do cartão de apresentação entregue para si e dele nunca mais desgrudaram.Quando finalmente assinou o contrato de trainee, não houveram fogos de artifício, ninguém comemorou tanto além do pai - que no final, era a única voz que importava para si. O silêncio que não era ensurdecedor acalentava o coração, porque no fim não parecia somente silêncio. Era mais como o começo de algo novo. Pela primeira vez desde o incêndio, Rain sentiu que talvez o fogo não servisse apenas para destruir. Às vezes, e só às vezes, ele também ilumina o caminho.Foram quatro anos treinando, envelhecendo e amadurecendo em todos os aspectos possíveis até que o seu nome fosse cogitado para o mais novo grupo da Seedling Projects. Parecia realmente se encaixar à proposta do grupo, embora Rain não era exatamente a melhor dentre todas as trainees da empresa, embora acabasse se destacando por aquele jeito contido que não é fácil de se encontrar em lugar nenhum. Era uma experimental e arriscada, tão imprevisível quanto a jovem menina que havia sido selecionada há alguns anos atrás, vinda do silêncio como se fosse um tiro no escuro — e embora fosse motivo para nervosismo, nada a deixava mais feliz do que fazer parte do grupo que seria o Soda Pop. Mais surpreendente ainda foi quando o seu nome apareceu como o da líder de todas as garotas.Talvez pela idade, ou pelo jeito que parecia saber lidar com as meninas mais jovens que si.
Desde que o Soda Pop debutou, muita coisa mudou dentro de si. Ela nunca esqueceu de onde veio e de como a perda da mãe ainda é algo que a move todos os dias, embora não seja algo que traga a público. Nem tudo são flores e ser a responsável por todas as partes boas e ruins do grupo acabam cobrando o seu preço, entretanto, se sente confortável onde está.

go rain, conhecida como reyes.
26 anos, nascida em 25/06/2000, é líder do soda pop. mexicana, nascida em arteaga e filha de pais sul-coreanos.
Naturalmente é uma pessoa um pouco mais introspectiva, mas que não deixa de se preocupar com as integrantes do seu grupo - embora o olhar cuidadoso não vá muito longe, já que não chega a ser a sunbae mais carinhosa de todos. Distribui sorrisos por aqui e acolá, mas quem a conhece de verdade pode imaginar que muitos deles são falsos em prol dos ossos do ofício. Não é raivosa, embora não poupe as palavras duras quando a situação precisa. (E não tem medo em ser carrasca, embora sempre reze para não precisar chegar a esse ponto).Muitas das vezes já foi considerada a membro preguiçosa do Soda Pop pela dificuldade em pegar algumas coreografias, embora consiga compensar isso com o fato de não ser uma artista intrinsecamente polêmica, embora já tenha se metido em poucas e boas. Às vezes, se considera um robô moldado para agradar os fãs (e é sempre a primeira a escrever uma carta com medo de decepcionar após uma chuva de comentários preocupados acerca da sonoridade “diferente” do último comeback do grupo). Mas não há muito o que possa fazer.Novamente, são os ossos do ofício. Certo?
• Muitas vezes foi criticada por destoar do conceito do grupo por causa do seu jeito, alguns consideram Reyes madura demais para as músicas de primeiro amor do Soda Pop. No entanto, não é algo que a incomode, ela ama o seu grupo.
• Quando o Soda Pop debutou subitamente, suas fotos do pré-debut rapidamente ficaram populares na internet, em específico um print antigo de uma das suas redes sociais que era praticamente dedicada a grupos mais antigos na indústria, como o Lady Luck e o Love Gun.
• Passou por um período de hate train exaustivo pela sua dança e a dificuldade de se encaixar nas coreografias do grupo. Conseguiu converter isso num apelido jocoso, mas há quem lembre da época em que Reyes era constantemente chamada de quadril de paçoca.
• Já fraturou um dos braços e passou por um período de um mês e meio em hiatus.
• É uma fã notória do Geese e não faz questão nenhuma de esconder o amor que sente pela banda. Constantemente é vista nos shows dos mesmos e sua foto de bloqueio do celular é um retrato que tirou com o cantor Cameron Winter.
• Sua comida favorita é pozole.
• Sua música favorita é Mysterious Love, do Geese.
• Já recebeu um viral por partilhar momentos bonitinhos com bezerros em um dos realities do Soda Pop, voltado para a vida delas no campo.
• É extremamente cuidadosa com a sua vida privada e, ironicamente, seu único rumor de namoro veio da foto com o seu cantor favorito.
• Apesar de não dançar muito bem, é uma grande mestre em huapango e as ensinou para as membros do seu grupo.
• Tem um pinterest público que é popular por conter alguns spoilers contidos dos comebacks do Soda Pop - mas não deixem o manager saber!
• Sua cor favorita é azul.
• Não é segredo para ninguém quão próxima é do pai e fala do homem em lives constantemente.
• É apaixonada por mews e os considera seus pokemons favoritos.
• Possui uma tatuagem escondida nas costas.
vocal: 07/10, dança: 03/10, rap: 05/10, visual: 09/10, entretenimento: 06/10, atuação: 02/10, composição: 09/10, arranjo e produção: 08/10, carisma: 05/10, coreografia: 01/10

prazer em conhecê-los! podem me chamar de elmo, aceito ser referida por todos os pronomes e sou player +21. rain é uma personagem fictícia e seus atos e falas não remetem ao que acredito ou quem sou como pessoa. minha personagem fez algo que te incomodou? sinta-se livre em me chamar no discord pra conversar — vamos resolver isso na paz!reyes não possui endgame e meu intuito na personagem não é fechar casal. busco por amizades duradouras e espero desenvolver o aspecto voltado à sua carreira e traumas que ela carrega consigo devido ao acidente que tomou a vida da pessoa mais importante pra ela. por isso, ela se encontra aberta para quaisquer tipo de plots (incluindo os românticos, mas prefiro por desenvolver com calma). e tomando esse gancho, tenho preferência a jogos de turno à headcanons.tenho uma vida em ooc um pouco puxada: trabalho, estudo e acabo conciliando isso com minha vida social, por isso tenho uma tendência a responder turnos na parte da noite ou no horário do almoço. e… corta!